"Música de fundo" no final da página... (Músicas)

terça-feira, 7 de março de 2017

Meu bairro

Hoje resolvi caminhar por essas ruas de paralelepípedo que eu frequentava há pouco. Digo pouco, pois estive andando nelas aos meus 16, 17, 18 anos...
Quem vê de longe, essas ruas atualmente podem parecer desertas, podem parecer que foram abandonadas, mas não é que foram mesmo?
Eram ruas úmidas pelas chuvas que caíam com frequência nessa cidadezinha, tinham uma cheiro amargo e um gosto ainda mais amargo.

Foram substituídas por vias expressas das grandes cidades, pelas motos cruzando os carros, os carros ultrapassando os ônibus, os ônibus parando de ponto em ponto.
Não digo que agora o gosto amargo se acabou, pelo contrário, acrescentou-se o azedo, o ácido, a queimadura depois de uma refeição quente... Mas também não posso deixar de dizer que o doce apareceu na ponta da língua, o gelado também veio nessa onde e achou um cantinho na boca.

Mas voltando para aquelas ruas cobertas de chuva... Apesar de tudo, era uma época muito boa, onde se passeava por elas, conversando com as pessoas que moravam por ali, sem se preocupar com o que vinha em seguida, não tão ao pé da letra, mas pode-se dizer assim.

Algumas coisas mudaram, o tempo passou... 7 anos para ser mais preciso, muitos moradores se mudaram, alguns permanecem e outros vem chegando para alugar e até mesmo comprar as casas.
Aos que alugam, que a estadia seja muito boa enquanto permanecerem aqui, e aos que comprarem, espero que sejamos ótimos vizinhos, que plantem flores, que as reguem, que troquemos experiências, que nos visitem.

Até um tempo atrás chegou uma visita em casa, pediu para entrar, ficou alguns dias, fiz de tudo para que ela ficasse, mas quis partir o mais rápido possível, disse que tinha assuntos pessoais para tratar. Não questionei. Recentemente senti uma presença familiar caminhando pelas ruas, perguntei quem era, respondeu que era uma velha conhecida e que veio para ficar... pois então que fique em minha casa o tempo que você quiser... Que seja para sempre.

Comprar uma casa nessa vizinhança significa apostar todas as fixas nela, planejar uma vida nesse bairro.

Esse bairro chamado: Caetano.

(Caetano P. Martins)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

#Poesia 54

Sobre a vida

Estava aqui nos bastidores escrevendo sobre a vida
Citei Abujamra, citei Tadeu Jungle, citei Drummond, citei Antoine de Saint-Exupéry (autor do Pequeno Príncipe)...
O blog travou e apagou tudo.

Acho que foi a vida me mostrando que ela é passageira demais para me ater à esses detalhes.

Ela veio no meu ouvido e disse:
"- Cite você mesmo, escute a sua voz, entregue suas experiências... isso que é a vida, a sua vida"

(Caetano P. Martins)

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

#Poesia 53

Olhar perdido

Bonita poesia, ela disse,
Com aquela voz de menina bonita
Ouviu mas nem me escutou,
Nem notou as palavras direcionadas
Nem sentiu a brisa da manhã
Não viu o bilhete deixado na mesa,
Sentiu o beijo no rosto,
Ignorou o que era.

Parei ao seu lado,
Ela me olhou, não me viu,
Olhei para ela...
Vi toda sua alegria trancada,
Toda sua beleza escondida em esquivas,
Parece que fechou como um cadeado
De um baú antigo, castigado ao tempo...

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

#Poema 52

Cada passo gira em torno de uma ação;
açao, força que nos move.

Movimento esse que me orienta;
orientação para que? Estamos sempre girando.

Grito alto para que ela escute;
Escutar o grito de quem quer atenção a todo custo.

Agora, se voce quer amor de príncipe, paixão de conto de fadas, romance de novela e cenas de teatro...
Esqueça, não me procure, voe para tão longe quanto puder.

(Caetano P. Martins)

domingo, 12 de outubro de 2014

Blog pelo celular

Descobri a pouco que existe um aplicativo que permite blogar com grande facilidade através do celular...
Isso pode ser uma grande vantagem para mim, para que eu possa postar, ou melhor, voltar a postar textos por aqui.

Espero que não caia no esquecimento outra vez...

(Caetano P. Martins)

#Poema 51

Agora me vem aquele pensamento
Na cabeça
Será que é para acabar assim mesmo?
Sem começo, nem meio,
Somente o fim das coisas.

Interessante pensar que o outro nos provoca aqueles tormentos
Mas nem pensamos que para ele, o tormento somos nós.

Agora na calada
Da noite
Eu deitado e murmurando
Palavras de sentimentalismo barato
Não chega a encher um palmo do copo de lagrimas...

Uma pena que seja assim;
que assim seja

(Caetano P. Martins)

domingo, 2 de junho de 2013

#Poema 50

Tu não sabes quem eu sou,
mas eu sei quem tu és...
E só preciso de um minuto da tua atenção.

Espero que saibas a sorte que tens.
O quanto eu gostaria de estar na tua pele.
Poder estar na mesma cama que ela todas as manhãs.
Ajudá-la a acordar da má disposição matinal.

Espero que saibas que ela não te vai falar enquanto não lavar os dentes.
Não é por mal... é por medo de perder o encanto aos teus olhos.
Que a consideres um ser humano comum.
Espero que saibas que ela gosta de aproveitar cada raio de sol,
e que o café a deixa mal disposta.

Que escolhe a roupa que vai vestir na noite anterior,
só para poder ter mais cinco minutos de sono pela manhã.
Que o despertador toca cinquenta vezes até que se levante,
e que mesmo assim, consegue chegar na hora.

Quero também dizer-te que ela adora histórias fantásticas.
Mas não de terror!
Que é capaz de saber o nome de todas as personagens de um livro antigo,
mas que não se vai esforçar para decorar o nomes de todos os teus amigos à primeira...
Porque ela... ela é que sabe de si.

Tu nunca serás uma sorte para ela.
Sorte é poderes tê-la na tua vida.
Sabes?
Ela não é romântica por natureza,
mas uma demonstração espontânea da tua parte vai fazê-la fraquejar.
Porque ela é segura e doce ao mesmo tempo.

Ela não sabe cozinhar,
mas vai esforçar-se para fazer o teu prato preferido.
E se não estiver bom,
ela vai rir-se do falhanço, em vez de corar.

E quando ela ri... quando ela ri eu tenho vontade de chorar.
Não de tristeza,
mas porque cada gargalhada é como uma nota musical que toca ao coração
e me faz querer dançar.

Ela é tudo o que eu queria e nunca soube que tive.

Aprende que a arritmia que sentes com ela é normal!
E que a falta dela é um vazio igual à morte.
Espero que sejas tudo aquilo que eu nunca fui.
Espero que a trates bem. Porque se lhe partires o coração vais perdê-la para sempre. 
Pudesse eu ter lido o futuro..."

(Ana Luiza Bairos, Joana Pacheco e Margarida Vaqueiro Lopes)
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