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#Texto 5

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Todo cuidado é pouco... Cuidamos de quem gostamos Cuidamos do que gostamos Cuidamos da nossa vida, da vida das outras pessoas Cuidamos para fazer tudo conforme se espera Cuidamos para não incomodar ninguém Cuidamos para nos verem como boas pessoas Cuidamos para não magoar Cuidamos para não sermos magoados Cuidamos do desconhecido Cuidamos das nossas casas Cuidamos para um futuro Cuidamos dos nossos pais Somos cuidados... Parece que realmente nunca é suficiente Nem todo cuidado é pouco Não cuidamos de sermos felizes Não cuidamos de nós mesmos Não cuidamos da nossa alma Não cuidamos da nossa saúde Não cuidamos do nosso bem-estar Não cuidamos... Parece que realmente nunca é suficiente... Photo by Anthony Tran on Unsplash

#Texto 4

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Só escuto o baralho leve da chuva caindo no quintal de casa As gotas batendo na telha, na calha, escorrendo pelas paredes Imagino um piano tocando durante a chuva, em meio à um descampado O vento que ora forte ora leve, passa pelas folhas e as levam alto em uma dança pelos ares Acompanho as folhas Deitado me imagino flutuando com elas Subimos, a chuva gelada continua caindo Clarões de raios o tempo todo, flashes Continuamos subindo, ultrapassamos as nuvens Silêncio Um vazio completo, só se escuta o piano ao fundo embalando a dança das folhas Cheiro de chuva em dias secos e empoeirados. Esse cheiro me lembra as vezes que abraçava meus pais quando criança, sem motivo algum Quando andava pela rua sozinho De noite Sem pensamentos na cabeça apenas flutuando pelas ruas Apenas se escuta o piano ao fundo Os poucos carros que restam andando As ruas desertas Por um instante me sinto o ultimo que sobrou acordado naquela noite (Caetano P. Martins) Photo by Johannes Roth on Unsplash

#Poesia 57

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Dias eternos Quando eramos crianças um dia, presente, era tudo o que conhecíamos era tudo o que conseguíamos pensar era praticamente a eternidade que se reiniciavam após acordar de um sono profundo Crescemos, passamos para a adolescência os dias continuam a equivaler à uma eternidade mas já temos a noção do dia anterior, do que fizemos e que os dias podem não parecer mais tão eternos quanto antigamente Ao crescer, nos tornamos adultos temos que nos tornar responsáveis "por aquilo que cativas" temos que "caçar nossas cenouras" em um mundo cinza sabendo que os dias não são mais eternos sabendo que o mundo não é cinza, mas seu dia é Os dias não são mais eternos os dias não se renovam a cada sono profundo os dias não param esperando seu despertar os dias continuam, cinzas, sem você ou com você Apenas é como é os dias passam em um segundo são míseros e pequenos, mas que esses poucos segundos que temos de cada dia parecem eternidades dentro

#Poesia 56

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O exímio Sonhador Somente relembrando os bons momentos vemos que ainda é possível viver sentir, amar, sonhar. O sussurro desesperado que vem de dentro diz querer liberdade liberdade de quem? ou melhor, do que? Quer uma vida de fantasias, de alegrias? a vida é feita de razões e normas sair é sofrer. Sair é sofrer? Quisera eu poder sonhar como sonham as pessoas afora quisera eu conseguir abstrair da razão e viver a emoção quisera eu pensar como pensam os iludidos e sonhadores, Mas a vida é passageira a vida é uma só a vida é bela, calma e vai sempre e somente para uma direção. A vida sim, é bela não vemos isso pelos nossos olhos nem pelos olhos dos outros vemos pela nossa alma, quieta, tranquila e livre. (Caetano P. Martins)

#Poesia 55

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Menina da cidade Com o semblante de quem pensa num futuro promissor ela me olha com toda sua inquietude de menina sempre procurando respostas prontas para o mundo. Nem imagina, a menina, que sou o que menos sei da vida cresci quieto pouco sei de correr em direção ao infinito. A música que toca ao fundo, ninguém escuta passa desapercebida pelos ouvidos mais atentos som do vento que raspa nas paredes ásperas da cidade deserta. Uma cidade deserta cinza ilusão de felicidade (Caetano P. Martins)

#Filme 9

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Gabriel e a Montanha Antes de entrar para uma Universidade americana de prestígio, Gabriel Buchmann decide viajar o mundo por um ano, carregado de sonhos. Depois de dez meses na estrada, ele chega ao Quênia determinado a descobrir o continente africano. Até chegar ao topo do Monte Mulanje, seu último destino. Lançamento: 2017-2018 (Brasil) Direção:  Fellipe Barbosa Elenco:  João Pedro Zappa, Caroline Abras, Alex Alembe Duração:  2h 11min Gênero: Drama / Aventura

#Texto 3

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Como sempre observei, continuei olhando pela fresta da janela do 3° andar, a rua. 3:00 da manhã, molhada e brilhante. Um brilho mágico que só acontece esse horário, no silêncio, com as luzes da cidade acesas e o pensamento reproduzindo sem parar o filme do seu dia, talvez semana, mês, ano... talvez toda a sua vida. Realmente é bonito, mas por que acordado até essa hora? Toda a cidade diurna dormindo, cada qual em seus pensamentos, mas dormindo. Penso naqueles que se foram, penso no vazio do universo, penso na criança que vi brincando no parquinho da praça, penso no cachorro que latiu enquanto eu cruzava o portão da casa amarela, penso nas inúmeras estrelas que tem no céu, impossíveis de contar, quão longe estão, brilhantes e que sempre parecem piscar... (Caetano P. Martins)